Nan Lawson
Janeiro de 2009
Sorriso morto dentro de uma gaveta.
Fugas em ré menor.
O ano começou em guerra.
Não deram trégua, não há trégua.
Uma mulher morta próxima à janela.
Uma mulher morta é ainda apenas uma mulher.
Alguém risca a parede com as unhas e avisa que é tarde.
Seu sorriso é como uma cidade
contraditório e inexato
E seus dentes grandes-brancos-imperfeitos
mastigam os compromissos diários
e a estupidez daqueles que contratam e carimbam e
contratam e
Hoje as horas cantam velozes e catam estilhaços
sangue abismos...
Uma cidade inteira a ver navios.

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