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Mostrando postagens de novembro, 2022
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Nan Lawson Janeiro de 2009   Sorriso morto dentro de uma gaveta. Fugas em ré menor.   O ano começou em guerra. Não deram trégua, não há trégua.   Uma mulher morta próxima à janela. Uma mulher morta é ainda apenas uma mulher.   Alguém risca a parede com as unhas e avisa que é tarde. Seu sorriso é como uma cidade contraditório e inexato   E seus dentes grandes-brancos-imperfeitos mastigam os compromissos diários e a estupidez daqueles que contratam e carimbam e contratam e   Hoje as horas cantam velozes e catam estilhaços sangue abismos...   Uma cidade inteira a ver navios.  
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MAYA ANGELOU
  no bule vermelho, o vapor começa a desenhar círculos dentro de círculos numa atmosfera meio simbolista, espirais que envolvem o café arábico e convidam o aroma pra dançar. é só uma manhã de terça-feira, muitos diriam. mas eu amo essas pequeninas magias da simplicidade que me roçam os sentidos e aguçam a vontade de viver.  todo e qualquer gesto é um milagre. colocar o café cuidadosamente na caneca de "o gato malhado e a andorinha sinhá" e ajeitar a fatia de queijo sobre a torrada numa cerâmica marajoara acendem o dia. é meu autocuidado, meu dengo, meu alento. as tarefas que me esperam para logo mais não são assim tão fáceis, eu quero, no entanto, me permitir à delícia de olhar para o céu e para os edifícios sinuosos durante o meu caminho; de ouvir o sotaque molhado dessa gente linda: veleiro ao vento, penínsulas, maresia. aqui, na Bahia, todo corpo dança, toda palavra é música. uma ode à estesia!