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Mostrando postagens de abril, 2022

Thalma de Freitas

  Thalma de Freitas   De mansinho, feito brincadeira de roda, esse canto-xirê ginga, gira e desliza   como se a palavra fosse abrir as asas do som.
  Acordei com muitas vozes de mulheres retumbando dentro de mim.   Nações inteiras. Lugares, águas. Jasmim. E seu hálito de chuva.

Moïse Kabamgabe

  Moïse Kabamgabe Dedico esse primeiro texto a você, com profundo amor e reverência ao seu povo. O açoite do Brasil estala contra os seus, machuca e dilacera a carne viva; pulsante. O poder vigente exalta a tortura. Milhões endossaram. Brincaram de arminha, brincaram de odiar e de repetir insanidades virtualmente programadas. Na lógica fascista, o assassinato é norma. Brutal e corriqueiro. Não acaba nunca. O país mata até depois da morte. Viola o corpo, rouba os órgãos, rifa a verdade, descarta a vida. A violência e suas vísceras! O Congo mora em nós, no ritmo da nossa fala e da nossa sintaxe; nas palavras molhadas de chuva, com suas aliterações sublimes, que se espraiam, generosas, nas sílabas. E ressoam. O Congo mora na gramática de nossos tambores, no mel de nossas preces, nas águas ancestrais de nossas gungas. Ao matar Moïse Kabamgabe, matamos nossa humanidade inteira! Servimos, mais uma vez, ao colonialismo perverso de cada dia.